Preciso tomar uma decisão – Byron Katie

quarta-feira, 4 setembro , 2013 postado por webmaster

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Quando você se torna um amante da realidade, não precisa mais tomar decisões. Na minha vida, simplesmente espero e observo. Sei que a decisão será tomada no momento adequado, portanto, não me preocupo com o quando, onde e como. Gosto de dizer que sou uma mulher sem futuro. Quando não há nenhuma decisão a tomar, não há um futuro planejado. Todas as minhas decisões são tomadas para mim, da mesma forma que todas são tomadas para você. Quando, mentalmente, você se conta a história de que tem alguma coisa a ver com determinado assunto, você está se apegando a uma crença subjacente.

 

Durante 43 anos eu me submeti às minhas histórias sobre o futuro, submetia-me à minha insanidade. Depois de voltar da clinica com uma nova compreensão da realidade, muitas vezes eu voltava de uma longa viagem e encontrava a casa cheia de roupa suja, pilhas de correspondência em minha mesa, uma crosta de sujeira no prato do cachorro, os banheiros uma bagunça, e a pia com um monte de pratos para lavar. Na primeira vez que isso aconteceu, ouvi uma voz que dizia: “Lave a louça”. Parecia estar vindo do arbusto em fogo, e a voz do arbusto dizia: “Lave a louça”. Não parecia uma voz muito espiritual a meus ouvidos, mas apenas segui suas ordens. Fiquei de pé na pia e ia lavando o prato seguinte, ou sentava com o monte de contas e pagava a que estava em cima. Uma de cada vez. Nada mais era necessário. No fim do dia, tudo tinha sido feito e eu não precisei entender quem ou o quê havia feito tudo.

 

Quando surge um pensamento como “Lave a louça”, e você não a lava, note como uma guerra interna é deflagrada. O diálogo é mais ou menos assim: “Lavo mais tarde. Já devia ter lavado a esta altura. Minha companheira de quarto devia ter lavado. Não era minha vez. Não é justo. As pessoas vão pensar mal de mim se eu não fizer isso logo”. O estresse e o cansaço que você sente são na verdade fadiga mental por esse combate.
O que eu chamo de “lavar a louça” é a prática de amar a tarefa à sua frente. Sua voz interna a guia o dia inteiro, para que faça coisas simples como escovar os dentes, dirigir até o trabalho, ligar para uma amiga ou lavar a louça. Embora possa ser apenas uma outra história, é uma história breve, e quando você segue a orientação da voz, a história termina. Estamos realmente vivos quando vivemos assim, tão simplesmente — abertos, esperando, confiando e amando fazer aquilo que aparece diante de nós no presente.

 

O que precisamos fazer se desdobra diante de nós, sempre — lavar a louça, pagar contas, apanhar as meias das crianças do chão, escovar os dentes. Nunca recebemos mais do que podemos manipular, e há sempre apenas uma coisa a fazer. A vida nunca fica mais complicada do que isso.

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Trecho do livro de Osho “O Caminho do Amor”

domingo, 6 janeiro , 2013 postado por webmaster

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“ Eu cruzei com uma estória Zen muito linda. Escute atentamente; é a sua estória.

Atrás de um templo, havia um campo onde muitas abóboras estavam amadurecendo. Um dia uma delas começou uma briga. Agora, você sabe, abóboras são abóboras…uma grande briga. As abóboras dividiram-se em dois grupos e fizeram uma grande algazarra gritando umas com as outras. E, é claro, elas viviam num templo, estavam crescendo num templo, então os dois grupos devem ter sidos religiosos: cristãos e judeus, budistas e jainas, hindus e maometanos – alguma coisa assim.

Surgiu um grande debate teológico. O sacerdote ouviu o tumulto. Ele gritou e ralhou com elas dizendo, “ Ei abóboras! Que ideia de brigar entre vocês mesmas! E num templo Zen?! Todas para Zazen! Sentadas, silenciosas sem fazer nada!”

O sacerdote as ensinou como fazer zazen: “ Dobrem suas pernas desta maneira; Sentem e endireitem suas costas e seus pescoços.”

Enquanto as abóboras estavam sentadas em zazen, a raiva delas diminui e elas se acalmaram. Então o sacerdote falou, “ Todas ponham as mãos no topo de suas cabeças.”

Quando as abóboras sentiram o topo de suas próprias cabeças com as mãos, encontraram Uma coisa estranha nelas. Viria a ser o galho que as conectava, todas juntas.

Elas começaram a rir. Disseram, “ Isto é realmente ridículo!. Nós somos um, e estivemos brigando desnecessariamente.”

Sentando em zazen, descobre-se que o universo é um.

Sentando silenciosamente, descobre-se que não existe conflito em lugar algum, que o inimigo não existe; que o inimigo é apenas nossa própria ilusão, criada por nós; aquela tensão, ambição, luta, é apenas um jogo da mente. Não há ninguém para se lutar contra; o todo é um.”

Osho

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O sabor do Tao na ponta da língua – Osho

quinta-feira, 21 junho , 2012 postado por webmaster

Osho Meditando

 

Uma vez que você saiba como relaxar, pela primeira vez a vida começará a acontecer. Desnecessariamente estamos nos empenhando em atingir
algo; na verdade, o próprio esforço para atingi-lo é a barreira.
A vida acontece – não pode ser atingida. Quanto mais você se empenha em atingi-la, menos a tem. Você não precisa ir a ela; ela vem por si mesma. Tudo o que é necessário é um estado de total receptividade, de abertura.
Você precisa ser um anfitrião da vida. A vida não precisa ser perseguida. Na perseguição está a infelicidade; quanto mais você a persegue, mais distante
ela fica.
E a vida contém tudo. Ela contém Deus, a bem-aventurança, a bênção, a beleza, o bem, a verdade, o que quer que você queira – ela contém tudo;
nada mais existe a não ser a vida. Vida é o nome da totalidade da existência.

Você precisa aprender a ser pacientemente relaxado, e o milagre dos milagres acontece: um dia, quando você estiver realmente relaxado, algo
repentinamente muda; uma cortina desaparece e você percebe as coisas como elas são. Se seus olhos estiverem muito cheios de desejos, de expectativas,
de ambições, eles não poderão perceber a realidade. Os olhos estão encobertos com a poeira dos desejos. Toda busca é fútil, é um subproduto da mente. Estar em um estado de não-busca é o grande momento de transformação.

 

Osho, The Tong-Tip Taste of Tao, # 15

 

Gratidão a Safi pela maravilhosa foto de Osho

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Não crie problemas…

quinta-feira, 12 janeiro , 2012 postado por webmaster

“Não crie problemas desnecessários para você. E o entendimento descerá sobre você se você observar como você torna um problema cada vez maior, como você o engendra, e como você ajuda a roda a girar cada vez mais rápido. Assim de repente, você está no topo da sua miséria e você está necessitando da simpatia do mundo inteiro.
O ego precisa de problemas. Se você compreender isso, na própria compreensão as montanhas viram montículos novamente, e então os montículos também desaparecem. Subitamente há vacuidade, pura vacuidade por toda parte. Isso é tudo o que a iluminação é – um profundo entendimento de que problemas não existem. Assim, sem nenhum problema para resolver, o que você vai fazer? Imediatamente você começa a viver. Você irá comer, irá dormir, irá amar, irá bater papo, irá cantar, irá dançar. O que tem mais para fazer? Você se tornou um deus, você começou a viver!

Se as pessoas pudessem dançar um pouco mais, cantar um pouco mais, serem um pouco mais malucas, a energia delas estaria fluindo mais, e os problemas delas irão desaparecer aos poucos. Daí eu insistir tanto na dança. Dance até o orgasmo; deixe que toda a energia se torne dança e subitamente, você verá que você não tem nenhuma cabeça. A energia presa na cabeça se move ao redor, criando belos padrões, pinturas, movimentos. E quando você dança chega um momento que o seu corpo não é mais uma coisa rígida, se torna flexível, fluido. Quando você dança chega um momento quando sua fronteira não está mais tão clara; você se funde e se dissolve com o cosmos, as fronteiras ficam misturadas. Assim você não cria qualquer problema.

Viva, dance, coma, durma, faça as coisas tão totalmente quanto possível. E lembre-se sempre: quando você flagrar a si mesmo criando algum problema, dê o fora dele, imediatamente.” Osho, Extraído de: Ancient Music in the Pines
Carinho de Sadik!

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