Osho, Take It Easy

segunda-feira, 4 fevereiro , 2013 postado por webmaster

Osho

 

Osho, Take It Easy

 

“Everything returns to its source. That’s the law of nature. Nature moves in a perfect circle, so everything has to return to its source. Knowing the source, you can know the goal – because the goal can never be other than the source…

Somebody wants to become enlightened – that is an artificial goal. I am not saying that people don’t become enlightened, but I am saying don’t make it a goal. People become enlightened only when they have fallen back to their original source; when they have become natural they are enlightened.

Let me repeat again: enlightenment is a natural state. It is not some supra-conscious state, or supra-mental…

Everything finally returns to its source, so heaven and hell are arbitrary goals, created, invented by the priests to dominate people. A great strategy – it worked for thousands of years…

I also say to you: there is no heaven and no hell; there is no punishment and no reward in the after-life. There is nobody to punish you or reward you. Each act has its own punishment and reward intrinsic to it. When you are angry, you are punished in your anger, in your being angry. There is no punishment other than that… When you are loving, in that very loving act, love is its own reward. There is nobody keeping accounts…

You cannot talk to nothingness. It will look so foolish. You can talk to God, you can say, “Father, who art in heaven…” But you cannot say to nothingness, “Nothingness, who art in heaven…” It will look so foolish. You cannot say to Nothingness, “Save me!” It will be ridiculous…

That’s the beauty of the word ‘nothingness.’ It simply cuts the very root of the so-called religion. It creates a different kind of religiousness – a religiousness which understands but does not pray, a religiousness which falls in silence but does not start talking with existence, a religiousness which knows no dialogue except silence, utter silence…

Nothingness to nothingness is the whole journey… From nothingness to nothingness we move… and just in the middle a momentary dream. Why be so attached to it? Why be so obsessed with it? Seeing it, that we come from nothing and we move to nothing, in the middle also we can be nothing. That is Buddhahood. Just being nothing.. nothing special, nothing extraordinary.

That’s why the Zen monk is the most ordinary man in the world. Chopping wood, carrying water from the well, and he says “How marvelous! How wondrous!”

 

Osho, Take It Easy, Volume I pg 173-184

 

Tradução livre – Keli:

“ Tudo retorna à sua fonte. Esta é a lei da natureza. A natureza se move em um círculo perfeito. Então tudo tem que retornar à sua fonte . Conhecendo a fonte, você conhece o objetivo – porque o objetivo nunca pode ser nada a não ser a fonte.

Alguém quer se tornar iluminado. Este é um objetivo artificial. Eu não estou dizendo que as pessoas não se tornam iluminadas, mas estou dizendo para não fazer disto um objetivo. As pessoas se tornam iluminadas somente quando caem de volta à sua fonte original; quando se tornam naturais, elas estão iluminadas.

Deixe-me repetir novamente: iluminação é um estado natural. Não é um estado de supra consciência ou supra mental

Tudo finalmente retorna à sua fonte. Então, céu e inferno são metas arbitrárias criadas, inventadas pelos padres para dominar as pessoas. Uma grande estratégia – funcionou por milhares de anos…

Eu também digo a vocês: não há nenhum céu e nenhum inferno. Não há nenhuma punição e nenhuma recompensa na vida pós morte. Não há ninguém para castigá-lo ou recompensá-lo. Cada ato tem seu próprio castigo e recompensa intrínseco nele. Quando você está com raiva, você é punido em sua raiva, em você estar raivoso. Não há nenhuma outra punição, que não essa. Quando você está amando, neste próprio ato amoroso, o amor é sua própria recompensa. Não há ninguém fazendo as contas…

Você não pode falar com o Nada. Ia parecer tão bobo. Você pode falar com Deus. Você pode dizer: “ Pai, que estais no céu…” mas você não pode falar para o nada: “ Nada, que estais no céu..” Vai parecer tão tolo. Você não pode dizer para o Nada,: “ Salve-me! ”. Será ridículo…

Esta é a beleza da palavra “Nada” (inexistência). Ela simplesmente corta pela raiz a tão chamada religião. Ela cria uma forma diferente de religiosidade, uma religiosidade que compreende mas não reza, uma religiosidade que cai em silêncio mas não começa a conversar com a existência, uma religiosidade que não conhece nenhum diálogo exceto o silêncio, absoluto silêncio…

Nada ao nada é a completa jornada… Do nada ao nada nos movemos… e bem no meio um sonho momentâneo. Por que ser tão apegado a ele? Por que ser tão obsecado com ele? Vendo isto, que nós viemos do nada e nos movemos para o nada, no meio também nós podemos ser nada. Isto é Buddhahood ( o estado de Buddha). Simplesmente sendo nada…nada especial, nada extraordinário.

É por isto que o monge Zen é o homem mais comum no mundo. Cortando lenha, carregando a água do poço e ele diz: “ Que maravilhoso! Que Magnífico!”

Osho, Take It Easy, Volume I pg 173-184

 

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Meditação não é concentração, e sim relaxamento

segunda-feira, 16 abril , 2012 postado por webmaster

(Enviado por Prashanto, thanks beloved!)
“Qualquer meditação que leve você a aprofundar a concentração está errada,
ela não resultará em compaixão. Você se tornará mais fechado, ao invés de se
tornar aberto. Se você reduzir sua consciência e concentrar-se em alguma
coisa, e se você excluir a Existência como um todo e tornar-se direcionado a
um ponto, isso criará mais tensão em você. Daí a palavra atenção que quer
dizer ‘a-tensão’. O próprio som da palavra concentração lhe dá uma sensação
de retesamento. (…) Um Buda não é um homem de concentração; ele é um homem
de consciência.
Ele não ficou tentando reduzir sua consciência; ao contrário ele ficou
tentando abandonar todas as barreiras de modo que ele se tornasse totalmente
disponível à Existência. Observe, a Existência é simultânea.

Eu estou falando aqui e o tráfego de barulhos é simultâneo. O trem, os
pássaros, o sopro do vento nas árvores… Neste momento, a Existência como
um todo é convergente. Você está me ouvindo, eu estou falando para você e
milhões de coisas estão acontecendo. Isto é tremendamente rico. (…) Assim,
deixe-me dizer-lhe algumas coisas básicas. Primeiro, meditação não é
concentração, e sim relaxamento. A pessoa simplesmente relaxa em si mesma.
Quanto mais você relaxar, mais você se sentirá aberto, vulnerável e menos
rígido. Você estará mais flexível e, de repente, a Existência começará a
penetrar em você. Você não será mais como uma rocha; você terá aberturas.
Relaxamento significa permitir-se entrar num estado em que você não está
fazendo coisa alguma, porque se você fizer alguma coisa a tensão estará
presente. O relaxamento é um estado de não-fazer. Você simplesmente relaxa e
curte a sensação do relaxamento.

Relaxe. Simplesmente feche os seus olhos e escute tudo o que está
acontecendo ao seu redor. Ao perceber algo, não considere aquilo como sendo
uma distração. No momento em que você perceber aquilo como sendo uma
distração, você estará negando Deus. Neste momento Deus chegou a você como
um pássaro. Não negue. Ele bateu à sua porta como um pássaro. No momento
seguinte ele chega como um cão latindo, ou uma criança chorando, ou como um
homem louco rindo. Não negue; não rejeite. Aceite, porque se você negar,
você se tornará tenso.

Toda negação cria tensão. Aceite. Se você quer relaxar, a aceitação é o
caminho. Aceite tudo o que estiver acontecendo ao seu redor; permita que
isto se torne um todo orgânico. E é. Você pode saber disto ou não.
Tudo está inter-relacionado. Estes pássaros, estas árvores, este céu, este
Sol, esta Terra, você, eu – tudo está relacionado. Tudo é uma unidade
orgânica. Se o Sol desaparecer, as árvores desaparecerão; se as árvores
desaparecerem, os pássaros desaparecerão; se os pássaros e as árvores
desaparecerem, você não poderá estar aqui, você desaparecerá. Isto é uma
ecologia. Tudo está profundamente relacionado com tudo mais. (…)

Se você relaxa, você aceita; a aceitação da Existência é a única maneira de
relaxar. Se uma pequena coisa perturba você, é a sua atitude que o está
perturbando. Sente-se silenciosamente, escute tudo o que está acontecendo ao
seu redor e relaxe. Aceite, relaxe e, de repente, você perceberá uma imensa
energia subindo dentro de você.
Esta energia será percebida inicialmente como um aprofundamento de sua
respiração. Normalmente a sua respiração é muito superficial e, algumas
vezes, se você tenta respirar mais profundamente, se você começa a fazer
pranayam, você começa a forçar alguma coisa, você faz um esforço. Tal
esforço não é necessário. Simplesmente aceite a vida, relaxe e de repente
você verá que a sua respiração está indo mais fundo do que o usual. Relaxe
mais e a respiração irá mais fundo em você. Ela se torna lenta, ritmada e
você pode quase saboreá-la; ela traz um certo prazer. Você tomará
consciência, então, de que a respiração é a ponte entre você e o Todo.
Simplesmente observe. Não faça coisa alguma.

E quando eu digo observe, não tente observar; senão você vai ficar tenso de
novo e vai começar concentrando na respiração. Simplesmente relaxe;
permaneça relaxado e solto. E olhe, pois o que mais você pode fazer? Você
está ali, nada há para ser feito, tudo foi aceito, nada há para ser negado
ou rejeitado, nenhuma luta, nenhuma briga, nenhum conflito e a respiração
continua aprofundando…O que você pode fazer?
Você simplesmente observa. Lembre-se: simplesmente observa.”
OSHO

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