Osho – O Caminho do Amor

segunda-feira, 27 maio , 2013 postado por webmaster

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Kabir, de novo, é um mestre perfeito. Ele nunca deixou o mundo- ele permaneceu no mundo, permaneceu um dono de casa. Ele tinha mulher e filhos e continuou a fazer o seu trabalho. Ele era um tecelão, um homem pobre; ele começou a tecer, continuou a vender as suas roupas no mercado. Ele viveu uma vida comum. Ele teve milhares de discípulos, e eles vinham e diziam, “ Mestre, porque continua a fazer estas coisas? Simplesmente sente, simplesmente medite, simplesmente descanse. Nós estamos aqui, por que você deve fazer alguma coisa?” Mas ele dizia, “ Não. Seja qual for o jogo que Deus me deu eu tenho que jogar. É bom e gosto disso. Eu sentirei muita falta se parar. Perderei meus clientes no mercado. Ele esperam por mim, eu teço para eles e Deus vem através deles para comprar. Não,eles sentirão muita falta de mim. E quem vai tecer roupas tão bonitas para eles? Ninguém as pode fazer tão bonita quanto eu. “

 

Ele tecia o dia todo e, ao final da tarde, ia ao mercado para vender as suas roupas , como os tecelões indianos vão ao mercado para vender as suas roupas, sejam o que for que tenham feito. E ele dizia para cada cliente, “ Ram. Então Deus, você veio? Você estava esperando? Eu fiz uma peça realmente linda para você. E ela durará. Eu não apenas a teci, eu coloquei todo o meu coração nela.

Cuide dela; foi feita através de amor.”

Ele continuou. Ele permaneceu comum e, ainda assim,com uma consciência tremendamente incomum. O mestre está dentro de você, o seu centro; e a periferia é o seu discípulo. Quando seu centro surgir, então o Mestre exterior é apenas um reflexo. Então você é grato ao mestre porque ele apontou para o interior.

 

O discípulo escolhe as muitas formas do fruto da vida

e as prova, e o Guru, observa com alegria.

O que Kabir diz é difícil de entender:

 O pássaro está além do alcance,

Ainda assim é visível mais claramente.

 

O centro está além da procura. Você não pode procurá-lo porque ele já está aí; não pode ser procurado.

Ele apenas tem que ser descoberto. Ele está aí.

 

Osho

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Se você quiser ver; veja de uma vez – trecho de livro de Osho

segunda-feira, 1 abril , 2013 postado por webmaster

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Soshin baixou a cabeça por um momento, ponderando sobre as confusas palavras do Mestre.
O Mestre disse: “Se você quiser ver veja de uma vez. Quando você começa a pensar você perde o ponto”.

Essas palavras são tremendamente significativas:
“Se você quiser ver; veja de uma vez. Quando você começa a pensar, você perde o ponto”.
 
PORQUE PENSAR É SOMENTE UMA MANEIRA DE PERDER o ponto. Quando você ouve a verdade, veja-a imediatamente. Não diga: “Eu vou pensar sobre isto”. Não tome notas dizendo: “Em casa eu irei pensar a respeito”, você está perdendo todo o ponto! A verdade é imediata e você a está adiando ao pensar. E o que você pode pensar sobre a verdade? O que quer que você pense será errado. Verdade é verdade e inverdade é inverdade. Você não pode tornar uma inverdade em uma verdade por pensar durante anos, e você não pode tornar uma verdade em uma inverdade por pensar durante anos. Nada pode ser feito quanto a isto, seu pensamento é absolutamente irrelevante. Veja-a. Ver é relevante, pensar não ê relevante.
É por isto que no Oriente nós não temos nenhuma palavra para traduzir o termo “filosofia”. Nós temos uma palavra, darshan, que é ordinariamente usada como uma tradução para filosofia, mas não é certo fazer isto. Darshan significa ver, e filosofia significa pensar – e existe uma grande diferença, uma vasta diferença, entre os dois. Que diferença maior pode haver entre duas coisas – entre ver e pensar?
Darshan simplesmente significa ver. Não é pensar, é consciência. Silenciosamente alerta você se senta ao lado do Mestre. Ele diz alguma coisa – ou mostra alguma coisa preferivelmente – e você a vê! Se você estiver silencioso e consciente você fatalmente a verá, você não pode perdê-la. Se você agarrar-se à sua cabeça e começar a pensar, você se esqueceu do Mestre; você está perdido nas suas próprias palavras. Você esta traduzindo o mestre para suas próprias palavras – e você não pode traduzir aquelas alturas, aquelas profundidades. E o que quer que você traduza será algo completamente diferente daquilo que o Mestre disse.

Três franceses, enquanto praticavam seu inglês, comentaram sobre a mulher de um amigo que não tinha filhos.
“Ela é insuportável”, disse um deles.
“Não, essa é a palavra errada. Ela ê inconcebível.”
“Não, não, vocês estão ambos errados”, disse o terceiro. “O que você quer dizer ê que ela ê inconquistável.

Agora, você pode continuar pensando… Quando o Mestre fala, ele fala das alturas da consciência – e você escuta da escuridão do seu vale. Não traduza e não tente entender o que ele está dizendo. Simplesmente ouça.
Outro dia alguém perguntou: “Ouvindo você inquestionavelmente, aceitando-o, não é uma maneira de ser condicionado por você?”
Ouvindo silenciosamente não significa que você esteja concordando comigo. Não é uma questão de concordar ou discordar.
Ouvindo silenciosamente não quer dizer que você está me aceitando ou me rejeitando. Se você estiver aceitando você não está silencioso; a atividade está lá – a atividade de aceitar. Se você estiver concordando comigo isto significa que você já está me traduzindo. Se você estiver me rejeitando, isto é atividade negativa; se você me aceitar isto é atividade positiva. E ser silencioso simplesmente significa nenhuma atividade.
Você está simplesmente aqui… simplesmente estando aqui, apenas disponível, não há questão em concordar ou discordar.
E a beleza da verdade é que no momento que você ouve a verdade, alguma coisa dentro de você responde, diz sim. Não ê um acordo da mente, lembre-se; vem da sua totalidade. Cada fibra do seu ser, cada célula do seu corpo aprova em tremenda alegria: “Sim!” Não é que você diga sim – não é dito, não é verbalizado de modo algum. Está silenciosamente lá. E quando você ouve alguma inverdade, da mesma maneira há um não; seu ser todo diz “não!”. Isto também não é mental.
Essa é uma abordagem totalmente diferente. O Ocidente não foi capaz de desenvolvê-la ainda, o Oriente já desenvolveu. Por séculos nós temos trabalhado neste método sutil, polindo-o, polindo-o. Ele se tornou um espelho.
O oriente sabe como simplesmente se sentar em silêncio, sem concordar ou discordar, porque nós descobrimos uma coisa fundamental: que a verdade já está dentro de você. Se você ouvir a verdade do lado de fora, a tua verdade será acordada, ela será provocada. Subitamente você dirá: “Sim!” – como se você já a tivesse conhecido. É um reconhecimento, uma relembrança. Você está simplesmente sendo relembrado pelo Mestre sobre aquilo que você tinha esquecido. Não é uma questão de concordar ou discordar.
Eu não estou interessado em criar crenças em você nem lhe dar qualquer tipo de ideologia. Meu esforço todo aqui é – como tem sido o de todos os Budas desde os princípios do tempo – provocar a verdade em você. Eu sei que ela já está aí; ela somente precisa de uma sincronia. Ela somente precisa de algo para dar origem ao processo de reconhecimento em você.
O Mestre fala, não para lhe dar a verdade, mas para lhe ajudar a reconhecer a verdade que já está dentro de você. O Mestre é somente um espelho. Você vê sua própria face original em profundo silêncio, sentando ao seu lado.

O Mestre disse: “Se você quiser vez veja de uma vez. Quando você
começa a pensar; você perde o ponto”.

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Osho – Livros que Amei

sábado, 30 março , 2013 postado por keli

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“ Quando a meditação ri e a risada medita, o milagre acontece …”

Osho ( Livros que Amei )

 

Décimo, e até que enfim o último. Estou com medo – por isso fiquei

um pouco hesitante em dizer ou não dizer – Mulla Nasruddin! Ele não é um

personagem de ficção; ele era um sufi e seu túmulo ainda existe, mas era

um homem tal que não pôde resistir de fazer piada até mesmo de sua sepultura.

Ele fez um pedido… que sua lápide fosse apenas uma porta trancada

com as chaves atiradas no fundo do oceano.

Ora, isso é estranho… As pessoas vão ver seu túmulo e podem rodear

a porta, pois não há paredes. Lá existe simplesmente uma porta em pé

e absolutamente nenhuma parede, e a porta está trancada! O homem Mulla

Nasruddin deve estar rindo do seu túmulo.

Não amei alguém como amei Nasruddin. Ele é um dos homens que

uniram a religião com a gargalhada, de outro modo elas sempre ficaram

de costas uma para a outra. Nasruddin as forçou a abandonarem sua

velha inimizade e a se tornarem amigas, e quando a religião e a gargalhada se

encontram, quando a meditação ri e a risada medita, o milagre acontece …

milagre de todos os milagres.

Apenas dois minutos para mim.

Sempre adoro parar quando as coisas estão em seu clímax.

Osho

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